domingo, 15 de julho de 2012

Sete Lições sobre a Educação de Adultos

Baseado no livro Sete Lições sobre a Educação de Adultos


Autor: Alvaro Vieira Pinto


O livro é dividido em temas, falaremos um pouco sobre os temas 2 e 3


Tema 2: Forma e conteúdo da educação


- o autor enfatiza a diferença entre conteúdo e forma de educação, e prioriza a relação de interdependência entre ambos. Deixa claro que só se diferenciam pela análise conceitual, à luz da qual aparecem como opostos, porém, identificam-se na constituição de um ato real e único.


- Indagações como "a quem educar", "quem educa", " com que fins e meios" remetem a uma distinção entre a consciência ingênua e a crítica, deixando claro que a finalidade da educação é a mudança da condição humana do indivíduo que adquire o saber de forma substantiva, alterando o ser do homem.


- o caráter ideológico da educação, visto que se trata de um fenômeno social total, misto de interações e conexões recíprocas, e como tal não pode ser dissociada, tratada isoladamente. Tal pensamento nos remete à alienação educacional como uma característica da atividade pedagógica, alertando para a necessidade imprescindível de que o educador se converta a sua realidade, sendo antes de tudo o seu próprio povo, passando da consciência ingênua à crítica, compreendendo a educação como prática social, intransferível de uma sociedade à outra, servindo aos objetivos e interesses das lutas pelo desenvolvimento e transformação do homem.

Tema 2: As Concepções Ingênua e crítica da Educação

- o autor retoma de forma mais explícita a concepção ingênua, que à luz da filosofia não inclui, em sua representação da realidade exterior e de si mesma, a compreensão das condições determinantes que a fazem pensar tal como pensa; isto é julga-se como um ponto de partida absoluto e acredita que suas idéias vêm dela mesma e assim provêm da realidade. Nesse contexto, concebe o educando como ignorante em sentido absoluto e como objeto puro da educação, vista como a transferência de um conhecimento absoluto, abstrato, finito, a-histórico, sendo dever moral da fração adulta, culta, detentora do saber.
- Em oposição à concepção ingênua, o autor enfatiza aspectos da concepção crítica, que é a representação mental do mundo exterior e de si mesmo e que compreende que o mundo objetivo é uma totalidade na qual se encontra inserida e é, por essência, histórica. Aqui, o educando é visto como detentor de um saber, no sentido do conceito de cultura e sujeito da educação, nunca objeto dela, já que essa se concretiza num diálogo amistoso entre sujeitos. O conhecimento é visto como produto da existência real, objetivo, concreto, material, do homem em seu mundo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário